quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O papel do coordenador pedagógico


Educação de qualidade é uma busca constante das instituições de ensino, para que isso se torne realidades são necessárias ações que sustentem um trabalho em equipe e uma gestão que priorize a formação docente contribuido para um processo administrativo de qualidade conforme Chiavenato (1997, p.101), “não se trata mais de administrar pessoas, mas de administrar com as pessoas. As organizações cada vez mais precisam de pessoas proativas, responsáveis, dinâmicas, inteligentes, com habilidades para resolver problemas, tomar decisões”. Nessa perspectiva devemos identificar as necessidades dos professores e com eles encontrar soluções que priorizem um trabalho educacional de qualidade esse trabalho é desenvolvido pelo coordenador pedagógico.

Esse profissional tem que ir além do conhecimento teórico, pois para acompanhar o trabalho pedagógico e estimular os professores é preciso percepção e sensibilidade para identificar as necessidades dos alunos e professores, tendo que se manter sempre atualizado, buscando fontes de informação e refletindo sobre sua prática como nos fala NOVOA (2001), “a experiência não é nem formadora nem produtora. É a reflexão sobre a experiência que pode provocar a produção do saber e a formação“ com esse pensamento ainda é necessário destacar que o trabalho deve acontecer com a colaboração de todos, assim o coordenador deve estar preparado para mudanças e sempre pronto a motivar sua equipe. Dentro das diversas atribuições está o ato de acompanhar o trabalho docente, sendo responsável pelo elo de ligação entre os envolvidos na comunidade educacional. A questão do relacionamento entre o coordenador e o professor é um fator crucial para uma gestão democrática, para que isso aconteça com estratégias bem formuladas o coordenador não pode perder seu foco.

O coordenador precisa estar sempre atento ao cenário que se apresenta a sua volta valorizando os profissionais da sua equipe e acompanhando os resultados, essa caminhada nem sempre é feita com segurança, pois as diversas informações e responsabilidades o medo e a insegurança também fazem parte dessa trajetória, cabe ao coordenador refletir sobre sua própria prática para superar os obstáculos e aperfeiçoar o processo de ensino – aprendizagem. O trabalho em equipe é fonte inesgotável de superação e valorização do profissional.

Por Vanessa dos Santos Nogueira

Colunista Brasil Escola

FORMANDOS

O COORDENADOR PEDAGÓGICO E A QUESTÃO DA INCLUSÃO



O pobre tem muito mais facilidade de entrar em juízo para reclamar hora extra não paga do que para garantir a inviolabilidade de seu lar, a proteção de sua honra, de sua integridade física, mesmo de seu direito de ir e vir, freqüentemente violado pelas exigências de carteira de identidade, carteira de trabalho, etc. De modo geral, parece-me que uma ampla reforma da justiça no sentido de torná-la ágil, barata e acessível a todos os cidadãos seria um passo indispensável em nosso aperfeiçoamento democrático. A administração da justiça foi a primeira garantia da liberdade na fundação do Estado moderno. O cidadão esclarecido é, sem dúvida, uma peça incômoda, reivindicadora. Sem ele, no entanto, está comprometido nosso próprio futuro como nação. Estamos condenados à democracia. Ou nos democratizamos ou desaparecemos...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O COORDENADOR PEDAGÓGICO E A QUESTÃO DA PARTICIPAÇÃO NOS ÓRGÃOS COLEGIADOS

A participação dos pais e alunos vem se fortalecendo, principalmente na constituição e no desempenho de órgãos colegiados da escola. O coordenador pedagógico pode incentivar a participação dos pais através de textos educativos que esclarecem a função da escola, com o objetivo que os mesmos entendam e ajudem os profissionais a educarem seus filhos com os mesmos propósitos, com a mesma intencionalidade.

Através de parcerias em passeios, onde são feitos convites realizado aos pais para acompanharem os filhos às excursões. É necessário que realizem palestras oferecidas no horário da noite com temas que os auxiliem na educação de seus filhos e que mostrem a importância da parceria família e escola, através de projetos que interagem família e escola, como festa da família, na qual pais e filhos desenvolvam juntas atividades propostas pela escola. Em relação à atuação dos professores no colegiado, a participação é de suma importância. A escola envia representantes que ajudam a decidir e expor aos pais e outros membros do colegiado, as propostas encaminhadas como, por exemplo: compra de ventiladores que são materiais permanentes, etc.

Em relação ao colegiado, a direção envolve os participantes, deixando o mais claro possível suas intenções. É necessário que os membros entendam o que está sendo proposto para que aprovem ou não com coerência. Nesse momento a direção está sendo formadora e transformadora, pois ajuda na construção de opiniões, identidades e autonomia.
Em todas as situações a instituição tende a ser democrática formando uma parceria com seus membros e com a comunidade.

A supervisora e ou coordenadora é de suma importância no colegiado, pois trabalham junto com a direção na preparação dos temas propostos e na dinâmica da reunião, além disso, ficam encarregadas de escrever a pauta com os temas propostos em reunião.

O PROTAGONISMO E PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM



A pedagogia renovada acredita que a aprendizagem é resultado de trabalhos participativos dos alunos, estimulados e conduzidos pelo professor, onde eles indagam e observam. Para isso é preciso que a escola favoreça ao educando momentos para que ele possa ser protagonista nos processos decisórios de aprendizagem e de organização de ações, tendo clareza dos tempos e espaços disponíveis e das dimensões em que essa participação pode ocorrer.

Entende-se que o professor é um mediador de conhecimentos, vivências e experiências, onde pautará as ações dos seus alunos de forma dialógica e democrática, objetivando a construção da autonomia do jovem por meio de propostas que possibilitem desenvolvimento de suas competências cognitivas, pessoais, sociais, emocionais e produtivas trabalhando com projetos.

O professor e psicopedagogo Celso Antunes,  fala da importância de se utilizar o projeto como processo de ensino e aprendizagem:



O trabalho com projetos, além de estimular o jovem para a construção de sua autonomia, propicia espaços para que ele seja protagonista em seu processo de aprendizagem. O coordenador e sua equipe de professores devem conceber uma educação escolar em sintonia com o protagonismo juvenil onde requer estratégias e procedimentos em sala de aula e em outros espaços e momentos na rotina da escola, que considerem o potencial do jovem para planejar, organizar, desenvolver e avaliar ações, mediadas pelo professor, o que pode se efetivar, entre outras ações educativas, por meio de projetos. O trabalho com os mesmos sinaliza para a possibilidade de superar algumas posturas e certos procedimentos que inibem o protagonismo do jovem no processo educacional.


Cabe ao coordenador reorientar o currículo escolar com o trabalho por projetos estimulando a introdução de atividades mais dinâmicas e significativas no processo de ensino-aprendizagem, construído pelo coletivo da comunidade escolar por pais, alunos, professores, funcionários, etc.


ASSISTA: SER AUTORITÁRIO OU TER AUTORIDADE

A QUESTÃO DA AUTORIDADE E DA FORMAÇÃO DE VALORES

“As crianças não respeitam porque não tem ninguém nesta escola que imponha respeito, porque ninguém faz nada. Alem disso, as reuniões são muito chatas, a coordenadora obriga a gente a fazer as atividades.”


(fala de professora sobre a coordenação).

“Não gosto de mandar, mas acho que é isso que as professoras esperam de mim; pelo menos não teriam o trabalho de decidir e assumir responsabilidade.”

(fala da coordenadora sobre professores).

Quando lemos o relato descrito acima, podemos ver que há um grande conflito em relação à autoridade e valores. Quando observamos, especificamente, o ambiente escolar percebemos que as situações de conflitos são maiores. As práticas adotadas pelos integrantes da escola impedem a construção de valores positivos.

O que é autoridade?

Hannah Arendt (2000, p. 129) diz que autoridade, com certa freqüência, confunde-se com violência e poder. No entanto, só se pode conceber a presença de autoridade quando se “exclui a utilização de meios externos e coerção, pois onde a força é usada a autoridade fracassou”. Então, autoridade constitui-se de hierarquia pelo reconhecimento da competência de quem a exerce.

La Taille (1999) entende que autoridade está relacionada com o sentimento de respeito, que se constrói na relação entre pessoas e se constitui de duas maneiras distintas: como resultado de hierarquização nas relações sociais e como reconhecimento do prestígio ou competência.

A partir desses conceitos podemos analisar as falas da professora e da coordenadora, como cada uma delas concebe a autoridade. A professora atrela autoridade ao respeito, ela julga a coordenadora, ela acha que não tem que ser responsável por nada. A coordenadora é quem resolve os conflitos de autoridade na escola.

Portanto, é necessário que se invista na construção da autoridade, na formação de valores como respeito, a responsabilidade, a admiração e a autonomia. Tudo isso tem que ser feito com a interação e contribuição de todos.


O COORDENADOR PEDAGÓGICO E A QUESTÃO DO REGISTRO

Segundo Fujikawa (2006), na construção de conhecimentos, são estabelecidos vínculos entre professores e coordenadores saberes e novos caminhos, fazendo assim a reflexão e compromisso com sua prática docente.

No seguinte processo o coordenador pedagógico tem toda importância planejando formas de reflexão, de formação de professores e de divisão de responsabilidades. Para melhor organização, este processo pode ser sistematizado através do registro.

Tais registros são feitos por professores e também por coordenadores, em diversos contextos educativos: registro em diários, registros em relatórios de alunos, registros em forma de síntese em reuniões entre coordenadores e diretores, escrita do relatório de avaliação do trabalho realizado.

Ao organizar acontecimentos em forma de registro, professores e coordenadores passam a ter uma nova visão de suas práticas pedagógicas, fazendo uma reflexão e até reelaborando novas práticas.  

O coordenador assume o papel fundamental de organizar e conduzir o trabalho do contexto escolar. Trabalhando a reflexão e a revisão da prática pedagógica, os diferentes pontos de vista, os diversos tipos de planejamento e propiciando o diálogo.

Segue abaixo o link da matéria “Escrita profissional: a importância dos registros feitos pelos  professores”, publicada pela revista Nova escola, que foi escrita por Luiza Andrade, mostrando a importância do planejamento e da documentação para melhor organização do espaço escolar.

A publicação mostra a importância dos registros feitos por professores e sua reflexão após a leitura da escrita. Zabalza citado por Andrade (2009) diz que é necessário diferenciar os tipos de registros, pois “há aqueles com características basicamente burocráticas. São os que contêm apenas os temas abordados, as presenças e as faltas. Seu valor é relativo e têm pouco a ver com a qualidade do trabalho docente”. E menciona os registros mais interessantes para a reflexão da prática.  

Desenvolvido pela Editora Abril. Disponível em http://revistaescola.abril.com.br/planejamento-e-avaliacao/planejamento/escrita-profissional-427279.shtml Acessado em: 08 Set 2010.

domingo, 5 de setembro de 2010

Baseado no texto das autoras:

Marli Eliza Dalmazo Afonso de Andre 

possui graduação em Letras pela Universidade de São Paulo (1966), graduação em Pedagogia pela Universidade Santa Úrsula (1973), mestrado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1976) e doutorado em Psicologia da Educação - University of Illinois (1978). Professora Titular aposentada na Faculdade de educação da USP, atualmente é professora do programa de estudos pós-graduados em educação: psicologia da educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Desenvolve pesquisas na área de formação de professores.



(Texto informado pelo autor) Última atualização do currículo em 18/07/2010
Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/3046653923068225


Marli M. da silva Vieira
 
Doutoranda do Programa de Estudo Pós-Graduados em Educação: Psicologia da educação da PUC-SP.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

“saber é sempre saber de alguém que trabalha alguma coisa no intuito de realizar um objetivo qualquer” Tardif (2002,p.11)

Para André e Vieira (2010) Tardif é um autor sistematizador sobre saberes docentes, a Nunes (2001) afirma que sobre formação e profissão docentes as pesquisas indicam a uma função a se refletir sobre a prática pedagógica do professor, pois ela é tomada como mobilizadora de saberes profissionais. Considerando que este, em sua trajetória, reconstrói e constrói seus conhecimentos conformando às suas necessidades e utilização, seus percursos formativos e profissionais, suas experiências, etc.


Embora Tardif se refira ao saber dos docentes, suas ponderações e reflexões são perfeitamente adaptadas ao contexto do coordenador pedagógico, que ao desenvolver suas atividades junto aos professores ele não deixa de ser docente tendo seu propósito bem claro sobre o ensino e aprendizagem do espaço escolar.

Tardif demonstra que os saberes se apóiam em alguns “fios condutores”:

A pessoa do trabalho e seu trabalho

Pluralidade de saberes

Temporalidade do saber

Experiência enquanto fundamento do saber

Saberes humanos a respeito de seres humanos

Saber repensar a formação dos professores



Fontes bibliográficas adicionais


Desenvolvido por: CÉLIA MARIA FERNANDES NUNES Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/es/v22n74/a03v2274.pdf acessado em: 03 agos 2010

PERSONALIDADES

PhotosTardif 016 (123people.com )

Maurice Tardif pesquisador canadense conhecido internacionalmente é professor -titular na Universidade de Montreal, onde dirige o mais importante centro de pesquisa canadense sobre a profissão docente. O autor da obra é professor universitário no Canadá e suas pesquisas abrangem vários países, inclusive o Brasil, onde já realizou palestras e encontros com professores. É conhecedor da obra de Paulo Freire, enaltecendoa no que tange à valorização do papel do professor como agente de mudanças, como intelectual engajado.

Ele é filósofo e sociólogo de formação, e seus trabalhos são traduzidos e publicados em vários paises. Nos últimos anos, foram publicados várias de suas obras sobre o ensino, entre as quais O Trabalho docente no Cotidiano (Editora Deboech - Bélgica, 2000). e outros.

Ele é membro de vários grupos, comissões e associações de pesquisa no Brasil, e participa regularmente das atividades e debates que animam atualmente a comunidade brasileira de educadores diante das reformas do ensino e da escola básica.

Fontes bibliográficas

Desenvolvido por: Kênia Hilda Moreira e Marcos Lucio de Sousa Gois Disponível em: e-revista.unioeste.br/index.php/travessias/article/download/2742/2134 acessado em: 03 agos 2010

Desenvolvido por: Disponível em: http://www.slideshare.net/deacortelazzi/saberes-docentes-maurice-tardif acessado em: 03 agos 2010

terça-feira, 31 de agosto de 2010

QUESTÕES SOBRE OS SABERES


E Quais seriam as Questões contemporâneas escola EA? Estás São apresentadas Pelo Diálogo Aberto Pelo livro e coordenadores pedagógicos . Pontos Emergentes Como Surgem inquietações dos saberes em Relação Sobre Autoridade , valores e Respeito na Escola , Cuidados Sobre si mesmos e do Outro , Sobre SUA formadora atuação e transformados e Também o protagonismo juvenil e Sua Participação em colegiados , fracasso escolar e Inclusão .
Os saberes do coordenador pedagógico São analisados Por Placco e Almeida (2010 , p.7) privilegiando Eixos como: "a Pessoa do Seu Trabalho e profissional , uma pluralidade de saberes , a EA nesses temporalidades saberes Experiência , Na perspectiva da Compreensão dos saberes e não fazer Ser Humano ".


Traremos parágrafo Nosso Primeiro tema A questão dos saberes , Na edição de 22 de outubro de 2008 da revista Veja Cláudio de Moura Castro demonstra indignação SUA Quanto aos saberes dos professores em fazer parte Uma Seu Texto Ele narra :


" Eu em conversa com ALGUMAS professoras . Como ELAS aprenderam Não nd Faculdade dar uma aula , Que Admitem SEUS alunos servem de cobaias , enquanto aprendem ELAS - processo PoDE Que Durar Até Cinco anos . É Como se núm curso de cirurgia OS alunos estudassem Apenas um Psicogênese do ato cirúrgico . Ao se formarem , teriam de inventar Maneiras de operar SEUS pacientes, Já Que Não haviam aprendido como qualquer Curso . Pouco a pouco , aumentaria o numero de Sobreviventes Entre seus pacientes. "


O bem continua economista Seu Parecer Sobre os saberes dos professores escorregando Por Terrenos Sobre construtivismo e em Defesa para quê Para muitos o chamaria de tecnicismo , etc Usando a medicina n Idéia SUA zagueiro elemento Que Poderia elaborar Melhor Uma solução Como uma Residência Médica em Vez dizer de o que " bisturi " Importa É que. Para ler Quem Quiser uma Matéria NA integra o endereço: http://veja.abril.com.br/221008/p_024.shtml. acessado em 30 agos 2010.


Para André e Vieira (2010) nos anos 70 o Não era profissional docente reconhecido Como Produtor de conhecimento, e sim Consumidor UM Como fazer um Produz Que ciência . Ele Deveria Ser Eficiente hum mero técnico . Nos anos 80 esse modelo recebe forte crítica. Para Superar uma racionalidade técnica o modelo racionalidade Prática Que São OS Defensores de Uma Formação de Profissionais autônomos , Investigadores de SUA Própria Prática reflexivos e capazes de Tomar Decisões . E n Superar uma racionalidade Prática o modelo professor Mais Onde intelectual crítico do Que SUA autonomia defende- se uma perspectiva Política do docente , o professor É UM intelectual Que transforma uma Realidade social, é ele Uma Verdadeira emancipatória " Autoridade " embasado Pelos ideais de Liberdade , democracia e igualdade .


Se " educação hum "É Conjunto de Processos de Aprendizagem e Formação socialmente elaborados e destino Baseado -se em saberes EAo MEMBROS da Sociedade completa Tardif e Lessard (apud , André Vieira e 2010), Claro Que FICA OS corpos docentes definirão SUA Prática Dentro dos Sistemas em vigor Que São chamados , e Baseando- se em saberes SEUS adiquiridos n transmitirem assim .




Questões parágrafo refletir Até a Próxima postagem :


Que saberes mobilizados São Pelos coordenadores pedagógicos sem Exercício de Seu Trabalho cotidiano ?
OS Como eles utilizam nas diferentes Situações Diariamente enfrentam Que ?
São Quais as Relações com o Desses saberes contexto de trabalho?